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Plano de Parto

Mai 30, 2018

Este mês falamos do Plano de Parto, controverso, por vezes incómodo, mas cada vez mais visto como uma ferramenta de trabalho e um direito inerente à grávida/ casal. O Plano de Parto de uma grávida/ casal é um plano, mais ou menos formal, onde cada mulher individualmente ou em casal, regista as decisões tomadas para o nascimento do seu filho.

Actualmente, ainda não existe em Portugal, legislação própria para o Plano de Parto, mas existe uma série de leis nacionais e internacionais, que permitem a sua protecção. Mas, este é um assunto actualmente em discussão na Assembleia da República e na Sociedade Portuguesa, existindo deliberações para a sua legislação e inclusão nos cuidados prestados durante o trabalho de parto, parto e pós-parto.

A elaboração de um Plano de Parto pressupõe, a informação e formação, por parte de um profissional de saúde à grávida/ casal, sobre gravidez, trabalho de parto, parto, pós-parto, cuidados ao recém-nascido, entre outros assuntos. Só pode decidir conscientemente, se previamente for informada e esclarecida em todas as suas dúvidas. Assim, procure quem lhe possa acompanhar e transmitir informações actuais e credíveis, antes da sua elaboração. Importa também referir, que o Plano de Parto deve ser sempre construído de modo individual, pois cada mulher tem a sua situação clínica, a ter em conta, assim como desejos e expectativas muito próprias, o que torna cada documento único e intransmissível.

Assim, o seu Plano de Parto, pode conter decisões como a instituição da sua preferência para o nascimento, o acompanhante que gostaria que estivesse consigo, o tipo de parto, as medidas de alívio da dor, sejam elas farmacológicas, como a epidural, ou não farmacológicas como a deambulação, bola de pilatos, massagem, imersão em água ou utilização de chuveiro, entre outras… Pode também incluir resoluções como a colheita de células estaminais, a clampagem tardia do cordão, o contacto pele com pele imediato com o recém-nascido e a amamentação exclusiva.

A flexibilidade é um ponto importante na sua execução, pois qualquer plano deve ser flexível e quando falamos no parto, em que muitas vezes não conseguimos controlar todas as variáveis, é importante ter balizas, mas mantendo sempre a possibilidade de haver outros caminhos. E não falamos apenas na flexibilidade nas mulheres/ casais, a flexibilidade nos profissionais de saúde é fundamental para permitir a existência de mais Planos de Parto em Portugal.

Após a sua elaboração, deve informar-se na instituição que escolheu para o nascimento, quais os procedimentos a seguir, pois se existem hospitais em que o Plano de Parto é elaborado em conjunto com o profissional que irá estar presente nesse momento, também existem outros, em que o Plano de Parto necessita da deliberação da Direcção Clínica.

Finalizando, a construção de um Plano de Parto permite às mulheres/ casais compreender melhor o trabalho de parto, parto e pós-parto, possibilita partilhar expectativa, medos e desejos com o companheiro, como também com o profissional de saúde que a acompanha, seja este, o seu enfermeiro, parteiro ou médico obstetra. Proporciona, principalmente, a participação activa de cada mulher/ casal no nascimento dos seus filhos, levando a maiores níveis de satisfação e consequentemente a nascimentos mais felizes!


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